Era uma vez uma menina de 16 anos, que resolveu criar um blog para desabafar... E que agora, aos 21, continua a escrever. De teen a adulta; de Portugal à Holanda - A saga!

24
Dez 05

Oulá...

Bem sei que tenho andado um pouco desaparecida do blog... Mas ultimamente tem sido uma azáfama tão grande, com esta história de comprar presentes de ultima hora, que olhar para o computador tem sido uma missão impossível.

Por fim hoje, aproveitando os minutos de paz (possívelmente os últimos até ao dia 27) entre o pequeno-almoço e o almoço, vim cá para desejar um feliz Natal a todos os que lêm o meu blog.

Espero que, nesta noite (supostamente) tão especial, possam estar com todas as pessoas que amam, se não fisicamente, pelo menos espiritualmente. Que seja uma noite de alegria, paz e, acima de tudo, amor no coração. Que não seja uma noite tão materialista como o que nos faz crer a televisão e todos os outros meios de comunicação. Que todos dêm o valor devido a cada presente.

E, quando falo em valor, não me refiro ao valor monetário, mas sim ao valor sentimental. A minha mãe sempre me disse que devemos dar o devido valor a todos os presentes, sejam eles um anel de ouro cravado a diamantes ou apenas uma caixinha de fósforos. O que conta é, sem dúvida, a intenção.

Que todos pensem, um minuto que seja, nas pessoas que, ao contrário de nós, não têm ceia de Natal, conforto ou mesmo família ou amigos com quem passar esta noite, que se quer feita de união.

 

E pronto, aqui termino a minha mensagem de Natal. Porque já reparei que, para esta ser uma mensagem feita pela miss universo, só falta a frase "A única coisa que quero é a paz no mundo", que já é da praxe. Um bom Natal a todos e, para o caso de não passar por cá até Janeiro, umas Boas Entradas para todos!!

 

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publicado por Nana às 13:37

15
Dez 05

Nestes últimos dias tenho andado pensativa.

O meu problema é que, por ser sempre tão faladora, ao estar pensativa logo me incubem o sentimento de tristeza. Não é tristeza o que sinto, apenas vontade de pensar, e pensar, e pensar.

Reflectir sobre o que tem sido a minha vida nestes últimos anos. Reflectir acerca das mudanças que, constantes ou não, têm marcado a minha vida de uma maneira impressionante. No fundo, reflectir no tipo de pessoa que me estou a tornar e, conscientemente, decidir se gosto dessa pessoa ou não.

Porque o tempo corre. Foge mais depressa do que o que eu alguma vez imaginei e, dentro de alguns meses, vou ter que fazer, novamente, escolhas que possivelmente condicionarão para sempre a minha vida. E é nisso que tenho pensado.

Em como, em apenas uma ou duas escolhas, eu posso estar a decidir o meu futuro. E pergunto-me se terei maturidade suficiente para o fazer. Há tão pouco tempo atrás, o 5º ano era uma meta quase inatingível.

Hoje, com a biqueira do sapato já na faculdade, pergunto-me se terei sempre feito as escolhas certas. Talvez não. Não sei. E não me parece que o saberei tão cedo. É um turbilhão de decisões, certas ou erradas, que se tomam repentinamente, sempre com o intuito de acertar. Mas como se sabe que realmente se acertou? Como é que eu vou saber, daqui a poucos anos, que o curso que estou a tirar é o certo para mim, e não outro? Como vou saber se serei uma boa fisioterapeuta, sendo que ficarei para sempre com a dúvida se teria sido uma boa escritora, psicóloga, professora... Nunca o vou saber!

Tal como não sei se, em vez de ter entrado para o agrupamento de ciências, tivesse entrado para Humanidades, seria uma pessoa diferente da que sou hoje. Muito provavelmente sim, porque não conheceria as pessoas que conheço hoje e que têm muita responsabilidade sobre porções significativas da minha personalidade.

E se eu me tornasse numa pessoa diferente, seria uma pessoa melhor ou pior? De que tipo de música gostaria, o que faria nos tempos livres, como seria a minha relação com o mundo?

É este tipo de questões que têm inundado a minha cansada cabecinha ao longo destes dois longos dias pensativos...

 

Até que ponto um erro de hoje poderá condicionar o meu futuro?

 

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publicado por Nana às 15:48

13
Dez 05

Parece mentira... Sofri tanto por causa daquele exame... O de matemática, lembram-se?? Hoje recebi o resultado... E tive 13,2!!!!! Não sei como, mas é verdade!!

Não estava à espera nem de um 5...

Só não dou saltos de felicidade porque a minha Sandrinha, apesar de não ter tido uma nega muito baixa, ficou triste com o seu resultado...

Tenho que dizer que, apesar de ter tido a nota que tive (normalmente não seria muito mas, tendo em conta as circunstâncias, é uma nota excelente!), considero este um dos testes mais difíceis que já fiz...

Mais que não seja pela pressão de estar a fazer algo que veio das "mãos" do ministério...

Sandra, Su, e resto do pessoal que teve uma nota mais baixa... Espero que estejam bem...

 

Depois eu amanhã canto-vos a música da Ronalda, ou a "Coisinha sexy", para vos animar, tá??

publicado por Nana às 18:01

12
Dez 05

Pois é, consegui!!

Como já vos tinha dito antes, desde que descobri que tenho ataques de pânico, nunca mais saí à noite... Recusava sempre, com medo que me acontecesse o mesmo que aconteceu na última vez...

Enfim, este último sábado (anteontem) foi o meu jantar de turma... Eu decidi que ia ao jantar e depois, quando fossem todos sair (1º aniversário do "Xcêntrico") eu ia-me embora...

Depois, como disseram que antes de ir para o Xcêntrico ainda queriam ir a outro sítio qualquer (ainda era relativamente cedo), decidi ir com eles e depois logo me ia embora, quando ele saíssem... Só sei que me esqueci e, quando dei por mim, já estava dentro do Xcêntrico!!

Comecei a sentir-me mal, mas decidi que não me ia embora!! Se estava toda a gente bem, porque é que eu não havia de estar?! Passados uns minutos, já tudo se tinha varrido da minha mente e eu estava, finalmente, a libertar toda a tensão, a dançar feita maluca...

Não consigo descrever o que isto significou para mim. Noutra altura, tinha sido apenas uma saída à noite, com nada de especial a assinalar a não ser o streap masculino (lool ainda nos rimos um bocado!!)... Mas não, foi como voltar de novo para a vida!

Foi como perceber que não tenho MESMO que evitar fazer seja o que for por causa desta "doença"!

Não sei quantas vezes me fui abaixo... Sempre a pensar que nunca mais me podia divertir, sair com amigos... No fundo, aproveitar a minha juventude!! Pensei que, de agora em diante, toda a minha vida seria para ser vivida com mais cautela, sem nem um bocadinho de loucura... Mas no sábado descobri que com um pouquinho (muita!) força de vontade, tudo é possível...

Agora sei disso... E só posso agradecer a quem esteve comigo nesta noite... Porque sem vocês nada disto tinha sido possível... Porque foram vocês que me deixaram à vontade, que me confortaram, que se preocuparam comigo... Nunca saberão o que isto significa para mim, eu sei, mas também sei que vocês sabem que foi muito importante descobrir que não tenho que me coibir de nada (bom... de quase nada, não é?)...

Gostava de ter o dom da palavra, de saber escrever bem e de ter um vocabulário mil vezes mais vasto... Só para vos explicar o que sinto! Mas infelizmente não tenho nem um nem outro... Então deixo-vos aqui um gigante OBRIGADA, mil vezes obrigada!!

Adoro-vos assim mesmo muuuuuito!!

publicado por Nana às 15:55

09
Dez 05

Pois é... Como eu já tinha dito antes, no dia 7 (anteontem) tive um exame de matemática...

"Não te preocupes, que o ministério não vai fazer testes difíceis", diziam-me todos. Todos os que não o iam fazer, é claro!!!

Achei, em primeiro lugar, o exame grande de mais para os 90 minutos concedidos. Sete perguntas de resposta múltipla, mais as outras 8 (salvo erro!) perguntas de desenvolvimento... Para esquecer!

Se cheguei lá moderadamente calma, saí de lá a chorar. Eu e muitas pessoas da minha turma. Foi um vale de lágrimas que nunca mais acabava. Porque é frustrante. Porque eu estudei! A sério que estudei! Muito! Fiz TODOS os exercícios do livro de práticas. Fiz TODOS os exercícios do manual. Fiz TODOS os exercícios que o explicador me mandou. Fiz tudo. E depois, chego ao exame e não consigo fazer a porcaria de uma demonstração!!!!

Fico frustrada, pois claro que fico!! Frustrada comigo mesma. Porque estudei, não vim à net não sei quantos dias, e o mesmo aconteceu à televisão (para quem me conhece sabe que uma noite sem net/televisão para mim é algo raro). E afinal não valeu a pena.

Ainda não recebi a nota, mas sei que vou ter negativa, estive a ver as soluções (no site do GAVE) e só não cortei os pulsos porque não tinha nada à mão (antes que me chamem psicótica, esta parte é brincadeirinha.....).

E pronto, foi isso. Saí de lá e chorei. Assim muito. E acho que me fez bem. E só posso agradecer a todos da minha turma. Aos que choraram e aos que não choraram. Porque, quer estivessem a chorar ou não, todos me apoiaram. Todos foram apoiados.

E é por isto que eu ADORO a minha turma. Porque é nestas alturas que se vê o quão unidos nós somos. Após muitos “abraços-tubbie”, fomos todos para casa, com ou sem disposição para um feriado com um gostinho amargo a teste de matemática.

É que muita gente pensa que isto é apenas um teste... Mas esquecem-se que pode ser este teste "quem" vai decidir se entramos para a universidade ou não!!! Isso assusta-me. Apesar de já me ter apercebido que, sem dúvida, vou ter que ficar mais um ano a fazer matemática e química.

Eu a pensar que se calhar este período ainda arrancava um 14 a matemática... Este teste veio estragar TUDO!!!!

 

Vá lá, pelo menos hoje recebi um 18,5 a psicologia... Podia ser mais, mas pelo menos está dentro da média do que eu esperava... Não pode ser tudo mau, não é?...

 

"Nunca te esqueças que quando Deus fecha uma janela, abre um portão muito maior"... Sei que o provérbio não é bem assim, mas foi assim que o meu pai me disse quando eu lhe liguei a contar do exame de matemática... Não sei se as palavras dele estão certas, mas este comentário confortou-me muito naquela hora. Obrigada, pai! Vou tentar lembrar-me sempre destas palavras quando me sentir em baixo...

A sério que vou...

publicado por Nana às 15:19

05
Dez 05

Conversa entre mim (ou entre eu?? Acho que todo o meu vocabulário está a desaparecer... assim pufff...) e a minha avó:

 

"Filha, lê lá aqui esta lata de laca e vê lá o que é que isso faz ao cabelo..."

"Então, vó, é uma laca, deve fazer o que todas as lacas fazem, não é?"

"Oh, está bem, mas lê lá se fortifica o cabelo, ou se faz qualquer coisa boa ao cabelo...2

"Hm... Pois, diz aqui que fortifica... Mas olha que esta não é uma laca amiga do ambiente..."

"Não é amiga do ambiente? Mas isso afecta o meu cabelo?"

"Não, vó... Não afecta, mas tem aerossóis, que prejudicam o ambiente... É por causa de sprays como este que o buraco do ozono está cada vez maior... E as próximas gerações é que vão sofrer os efeitos dos raios ultra-violeta!"

(silêncio)

(Continua o silêncio...)

(Silêncio por fim interrompido...)

"Mas isto faz mal ao cabelo??"

 

 

Bem isto foi um episódio que se passou na passada sexta-feira... Achei piada ao facto de toda esta história do buraco do ozono passar completamente ao lado da minha avozinha... Que, como é obvio, minutos depois foi ao Jumbo e comprou mais uma lata de laca da mesma marca... "Porque faz bem ao cabelo"...

Desculpem se não tenho actualizado isto ultimamente, é que os testes têm-me roubado quase todo o meu tempo livre... Na próxima quarta-feira (depois de amanhã, dia 7) vou ter um teste de matemática feito pelo ministério... Lixado... E depois disso estou, finalmente, livre de testes!!!

Estou desejosa....

publicado por Nana às 20:57

01
Dez 05

Porque hoje é o dia mundial contra a SIDA, penso que todos nós devíamos dispensar um pouquinho do nosso tempo e reflectir sobre esta "epidemia" que se abateu sobre o mundo de uma forma aparentemente incontrolável.


SIDA


Na África, a prevalência de HIV/Aids explodiu de pouco menos de 1 milhão de casos, no início da década de 80, para aproximadamente 25 milhões de casos, no final de 2003.


 Entre 1990 e 2003, nos países africanos ao sul do Saara, o número de crianças órfãs devido à doença aumentou de pouco menos de um milhão para mais de 12 milhões.b Outras regiões enfrentarão um futuro igualmente desolador, a não ser que atitudes urgentes sejam tomadas para deter o avanço da pandemia. A Ásia, que abriga 60% da população mundial, assiste a uma rápida escalada epidêmica. Aproximadamente 7,4 milhões de pessoas na região vivem com HIV, e o número de pessoas infectadas somente em 2003 chega a 1,1 milhão.


China, Indonésia e Vietnã testemunharam aumentos acentuados no número de infecções. A epidemia de HIV/Aids na Ásia permanece amplamente concentrada entre usuários de drogas injetáveis, homens que praticam sexo com homens, trabalhadores do sexo, clientes de trabalhadores do sexo e seus parceiros sexuais mais próximos. A cobertura preventiva eficaz entre esses grupos é inadequada, em grande parte devido ao estigma e à discriminação. Os países asiáticos que optaram por tratar abertamente comportamentos de alto-risco, como Camboja e Tailândia, têm tido sucesso significativamente maior na redução das taxas de infecção. No entanto, as taxas de prevalência ainda permanecem assustadoramente altas nos dois países: o Camboja tem as taxas de prevalência de HIV mais altas da Ásia (2,6%).c Europa Oriental e Ásia Central também enfrentam uma epidemia crescente, amplamente alimentada pelo uso de drogas intravenosas.


Entre 1995 e 1998, as antigas economias socialistas da Europa Oriental e da Ásia Central experimentaram um aumento de seis vezes nas taxas de infecção por HIV.d Atualmente, cerca de 1,3 milhão de pessoas na região vivem com HIV, em comparação com cerca de 160 mil, em 1995.


Estônia, Federação Russa, Letônia e Ucrânia são os países mais gravemente afetados. Entretanto, a prevalência de HIV também continua a aumentar na Bielo-Rússia, no Cazaquistão e em Moldova. A face da epidemia na Europa Oriental e na Ásia Central muda juntamente com os números. Atualmente, mais de 80% dos casos na região são de pessoas com menos de 30 anos de idade.


As mulheres são responsáveis por uma parcela cada vez maior de novas infecções no mundo todo – uma tendência bastante evidente na Federação Russa, onde uma em cada três novas infecções relatadas em 2003 ocorreu em mulheres, em comparação a uma em cada quatro, apenas dois anos antes.


Até este momento, a América Latina tem escapado de uma epidemia generalizada de HIV, mas não há espaço para complacência. De acordo com relatórios mais recentes da Unaids sobre a epidemia, as condições são propícias para a disseminação do vírus mais amplamente em vários países.


Em algumas áreas Brasil, país mais populoso da região, foram relatados níveis de infecção acima de 60% entre usuários de drogas injetáveis. No Caribe, o vírus já está se disseminando entre a população geral: o Haiti, país mais seriamente afetado, sofre com uma taxa de prevalência entre adultos de cerca de 5,6%. Para aqueles incumbidos da tarefa de lutar contra a pandemia de HIV/Aids, um dos desafios mais urgentes é a escassez de dados confiáveis. Em 2002, apenas 36% dos países de renda baixa e de renda média possuíam um sistema de supervisão totalmente implementado em operação.


No Norte da África e no Oriente Médio, por exemplo, grande parte das informações disponíveis está baseada apenas em relatos de casos. Estas estimativas sugerem que cerca de 480 mil pessoas vivam com HIV na região, porém a falta de pesquisas entre as populações de alto risco – como trabalhadores do sexo, usuários de drogas injetáveis e homens que praticam sexo com homens – sugere que a epidemia potencial entre esses grupos pode estar sendo negligenciada. A experiência dos últimos 25 anos deve ser uma advertência prudente sobre a importância de ações rápidas para conter epidemias incipientes.


Se intervenções eficazes não forem realizadas imediatamente, as taxas de mortalidade continuarão sua escalada – a Aids já é a principal causa de morte de pessoas entre 15 e 49 anos de idade no mundo todo –, e a crise vivida por crianças órfãs ou vulneráveis devido ao HIV/Aids já não estará restrita aos países africanos ao sul do Saara.


(texto tirado do site da UNICEF)

publicado por Nana às 13:21

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