Era uma vez uma menina de 16 anos, que resolveu criar um blog para desabafar... E que agora, aos 21, continua a escrever. De teen a adulta; de Portugal à Holanda - A saga!

26
Fev 06

Entrar ou não entrar, heis a questão...


Entrar para a universidade será o começo de uma nova vida. Uma vida mais dura (de certeza), com menos hipóteses para preguiças (espero) e mais hipóteses para a responsabilidade (duvido).


É a vida que todos procuramos atingir. É por essa vida que nos esforçamos, que estudamos, não dormimos, não saímos... Tudo para entrar.


No entanto, e como já o disse a Filipa, a vontade de entrar acaba por ser ambígua, extremamente antagónica.


“Vontade de entrar vs vontade de ficar” (tenho saudades de ver Wrestling). Vontade de entrar, aprender, construir toda uma vida. Vontade de ficar, não deixar amigos para trás, não perder momentos especiais.


Sei que, com a universidade vêm novos amigos, novos momentos especiais... Mas e estes??


E os amigos que tenho agora, e os momentos especiais que vivo com eles todos os dias? Onde é que vou encontrar alguém que, em vez de dizer “Bom dia”, grita “Yaaahhh” e finge que me dá um murro (Santo BodyCombat eheh)?? Onde é que vou encontrar pessoas que me perguntam, todos os dias, quantas horas dormi e me dão nas orelhas se a resposta for abaixo de 5 horas? Onde é que vou encontrar tanta gente junta a cantar a música do Noddy (bom, talvez se for a um infantário...)? “Abraços-tubie”, sorrisos com um timming excelente, conversas, espontaneidade, tudo...


Será que vou ter tudo isso na universidade? Será que na universidade é possível existir um “Gosto muito de ti”, quando estamos em baixo? Será que tudo isto existe em qualquer outro lugar? Penso que não...


E é talvez por isso que me custa tanto... Custa-me a ideia de que está a acabar... Custa-me a ideia de saber que o melhor tempo da minha vida está a chegar ao fim, para dar lugar a um tempo de mais responsabilidade. Assusta-me.


Mas é o ciclo natural da vida (ou seria, se o governo decidisse investir mais na educação).


E tenho que me adaptar a ele. E, com esta adaptação, dizer adeus ao “Noddy”, aos socos matinais do BodyCombat, aos abraços-tubbie, etc...


Nasci há 3 anos para a vida, e com este nascimento aprendi (ou reaprendi) muitas coisas... O verdadeiro sentido da amizade foi uma delas. Durante 3 anos ri, chorei... Sempre acompanhada por pessoas excelentes, das quais nunca, por mais anos que viva, poderei esquecer-me... Sei que cada um seguirá a sua vida, o contacto perde-se...


Mas nunca, e isto é certo, me esquecerei das pessoas que me acompanharam durante esta fase da minha vida...


E se, em Setembro, souber que entrei para a universidade, vou chorar por fora, pela emoção de ter atingido o meu objectivo... Por dentro, chorarei pela falta que tudo isto me vai fazer...


E pronto, após ter posto tudo isto para fora, deixo-vos um vídeo que nada tem a ver com o post, mas do qual gostei muito... Beijinhos a todos e bom Carnaval!




publicado por Nana às 18:51

22
Fev 06
NÃO: Não quero nada.
Já disse que não quero nada.
Não me venham com conclusões!
A única conclusão é morrer.

Não me tragam estéticas!
Não me falem em moral!
Tirem-me daqui a metafísica!

Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas
Das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!) —
Das ciências, das artes, da civilização moderna!

Que mal fiz eu aos deuses todos?
Se têm a verdade, guardem-na!
Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica.

Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo.
Com todo o direito a sê-lo, ouviram?

Não me macem, por amor de Deus!
Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável?
Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?
Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.
Assim, como sou, tenham paciência!

Vão para o diabo sem mim,
Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!
Para que havemos de ir juntos?

Não me peguem no braço!
Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho.
Já disse que sou sozinho!
Ah, que maçada quererem que eu seja da companhia!

(...)
Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo...
E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho!

(Fernando Pessoa, sob o heterónimo Álvaro de Campos)

Hoje demos este texto na aula de português e eu senti-me, de alguma forma, em sintonia... Com as palavras, com os sentimentos. Então decidi partilhá-lo convosco.

É incrível. Quanto mais tento tornar-me mais “adulta”, mais “madura”, mais vejo que sou apenas uma adolescente. Sinto-me como se, em vez de 17, tivesse 10. Talvez 11. Porque me deixo ir a baixo com coisas totalmente fúteis.
De que é que me interessa se o meu professor de ITI diz que preciso ir ao ginásio?? Interessar-me-ia, se partisse de uma pessoa de quem gosto.
Mas não.
Partiu de um professor que, como diria o Fernando, mais parece ter o intestino grosso ligado à boca. Possivelmente uma outra zona ligada ao cérebro, mas não convém explicitar, quem ler as entrelinhas perceberá.
Ora, a um professor que tem a lata de dizer “Veja lá se não lhe puxo o rabo-de-cavalo... O de cima e o de baixo!” e “Eu sou um lobo com pele de carneiro..”, (sendo que estas são as menos chocantes, porque, devido à conotação sexual das outras, de certeza que, se as escrevesse, isto ainda poderia vir a gerar confusões...) não se pode, definitivamente, dar ouvidos!!
Não volto a ligar a tipos asquerosos como ele. Não volto mesmo!
Aliás, nem sei porque é que ainda não criei uma espécie de escudo mental, que filtre tudo o que o homem diz, de modo a só ouvir o que ele diz sobre a matéria (o que, convém dizer, é bastante pouco).

E pronto, é isto. Uma pessoa tenta ser adulta, depois chega uma pessoa destas e deita tudo por terra. Mas isto foi porque ele me apanhou desprevenida... Para a próxima, logo lhe digo onde é que ele deve ir... E o que é que deve meter onde, quando lá chegar...

Enfim... Perdoem-me a irritação... Que horas serão agora em Kuala Lumpur?? Hm...
publicado por Nana às 15:37

20
Fev 06
Quem me conhece sabe que tenho a mania de que sou azarada. É raro ouvirem-me dizer que conheço alguém com mais azar que eu. Sou mesmo aquela típica adolescente a quem tudo corre mal, sempre. Mas, no entanto, para verem que não sou assim tão obcecada pelo meu “azar” de estimação, vou contar-vos uma coisa que me aconteceu aqui há dias.

Eu e alguns amigos meus fomos ao Freeport (Alcochete), para comprar uma prenda para um amigo nosso, que fazia anos. Como os dois carros que levámos estavam a ser conduzidos por pessoas que têm carta há menos de quatro meses, a minha mãe pediu-me que lhe ligasse, mal chegássemos lá. Até aí tudo bem. Após termos dado umas quantas voltas a uma certa rotunda e pedido informações a um bombeiro, lá chegámos ao Freeport. Eu, como boa filha que sou, mal saí do carro liguei à minha mãe. Desliguei ainda antes de sairmos do parque de estacionamento. Guardei o telemóvel na mala e lá fomos nós. Quem já foi ao Freeport sabe que, na loja da Pepe Jeans, existe uma obra de arte enorme em cima da porta da loja, à qual eu pensei “Olha, que giro, vou tirar uma foto!”. Mas onde é que estava o telemóvel?? Mala? Bolsos das calças? Bolsos do casaco? Não. Não! NÃO!! Não estava em lado nenhum. Eu, que já fui assaltada uma vez, comecei logo a olhar à volta, a ver se via alguém com um ar suspeito. As únicas pessoas que vi, para além dos meus amigos, foram uma mulher, com um carrinho de bebé, e no outro lado um homem, sentado, a comer calmamente o seu gelado (apesar do frio e da chuva... mas pronto, cada um sabe de si!). Pedi para alguém me telefonar... Se estivesse desligado, aí sim, podia ter a certeza de que fora roubado. “Mas está a chamar!!”, disseram-me eles. Então ainda havia esperança. Voltei para trás e lá estava ele. No chão, entre o parque de estacionamento e a zona das lojas!! Tinha estado aquele tempo todo no chão e, como se não bastasse, tinha tocado! No entanto ninguém o apanhou (muito provavelmente não passou por lá ninguém)! Bem, que sorte!!!! Logo eu, uma azarada convicta, tive uma sorte imensa nesse dia!! Claro que passei o resto do dia com o telemóvel na mão, para ter a certeza de que não o perdia...

Foi uma tarde muito bem passada e, apesar de até termos sido ultrapassados por um autocarro em plena auto-estrada (fracos!), chegámos bem a casa... Quem ia a conduzir portou-se muito bem...

Ah, e para quem não sabe, a obra de arte em frente à loja é uma foto enorme do Cristiano Ronaldo... Já posso dizer que foi graças ao Ronaldo que não perdi o meu telemóvel... Eheheh

Beijinhos a todos e uma boa semana!!
publicado por Nana às 15:05

16
Fev 06
Após uns diazinhos desaparecida, devido ao estudo, hoje tive que cá vir por um motivo maior. Ah pois é, hoje o meu blog faz um aninho!! É certo que estive uns meses sem cá escrever nada mas... Um ano é sempre um ano!!

Durante este ano, escrevi 87 artigos, e cheguei aos 300 comentários.

Ter um blog é excelente. Porque é onde coloco as minhas dúvidas, alegrias, depressões, onde posso falar mal dos programas e professores, onde posso dizer que sou uma sortuda por ter os amigos que tenho. Quando o criei, não levei muito a sério. Talvez isso explique o facto de não haver nada escrito entre Março e Setembro. Depois, resolvi voltar, e passar a escrever mais vezes. Hoje em dia, é este o meu “escape”.

Agradeço a todos os que se dão ao trabalho de passar por cá, alguns mais frequentemente, outros menos. Aos que comentam aqui. Aos que me dizem que leram, mas não tiveram paciência para comentar. Aos que passaram aqui uma vez, leram, não gostaram e não voltaram. Porque gosto de saber o que pensam sobre o que escrevo ou não escrevo. Alguns de vocês, conseguiram até moldar algo na minha mente (porque é que eu não consigo deixar de pensar em Kuala Lumpur, hein?? A culpa é vossa!! Eheh).

E pronto, vou parar os agradecimentos, se não daqui a pouco parece que ganhei um Óscar...

Beijinhos a todos e... PARABÉNS AO MEU BLOG!!!


bolo.jpg
publicado por Nana às 15:17

09
Fev 06

E cá estou eu outra vez... Ainda em baixo, é verdade, mas por cá...


 


Vim cá para poder escrever a minha nova teoria acerca da nossa vida. Tudo começou no outro dia, quando estava a observar com muita atenção o peixinho zarolho do meu tio (o meu tio diz que o comprou já sem o olho, mas com o meu priminho lá por casa, não sei não...). Enquanto o observava (apesar dos livros de matemática estarem abertos sobre a mesa, o meu olhar longínquo não engana ninguém), pus-me a pensar na dimensão dele, relativamente a nós, e na nossa dimensão, em relação ao Universo que nos rodeia. Lá estava eu, a olhar para o peixe, e penso que realmente, coitadinho do peixinho, lá está ele a nadar, todo feliz, e nem sequer sonha no tamanho do mundo que o rodeia. Provavelmente nem faz ideia de que há muitos outros peixes, iguais, maiores ou mais pequenos. E depois lembrei-me do Universo que nos rodeia. E sabem que mais? Coitadinhos de nós!... Que pensamos que o Universo abrange a Via Láctea e pouco mais. Que achamos que somos os únicos seres vivos do Universo... Acabamos por ser como o peixinho zarolho do meu tio... Convencidos que somos donos e senhores de tudo... Coitados!... E depois de todos estes pensamentos um tanto ou quanto revolucionários... Tive que voltar aos logaritmos, exponenciais e funções inversas...



universo.jpg

publicado por Nana às 21:48

07
Fev 06

Estou triste e arrependida por algo que fiz na sexta-feira passada. Quem me conhece, sabe que não faz parte do meu feitio chatear-me com as pessoas, muito menos mandar vir com elas ou coisas do género. No entanto, sexta-feira passada, talvez devido ao cansaço e restantes problemas pessoais, acabei por virar as costas a uma amiga, disse um palavrão e joguei os livros com força para cima da mesa.


Estou desiludida comigo própria por tê-lo feito!! Porque o fiz com uma pessoa de quem, ao longo destes últimos dois anos, me aproximei e hoje considero uma amiga. Depois de sexta, não acredito que ela queira continuar a sê-lo. E eu entendo, porque se estivesse no lugar dela também não a estar minimamente contente com a minha atitude. Foi estúpido da minha parte, já lhe dei razão e já pedi desculpas. Mas sei que um pedido de desculpas não chega para este caso. E tenho mesmo muita pena. Tenho pena de possivelmente perder uma amiga por causa de uma reacção minha, que nem eu mesma estava à espera que saísse. Mas saiu. E como dizem, se há três coisas que não podem voltar atrás, são a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida. Eu lancei a palavra (e a atitude) e agora vou sofrer as consequências como deve ser.


E hoje, por aqui me fico, porque estou em baixo por tudo o que me tem vindo a acontecer ultimamente. Não sei quando volto a este blog, porque a cada dia que passa estou mais em baixo e pode ser que isso me impeça de escrever. No entanto, vou tentar não abandoná-lo. E prometo continuar a visitar os que me visitam. E agora, só para terminar, vou responder ao questionário que me foi feito pelo Fernando.


Quatro empregos que já tive na vida:


1. Estudante da primária


2. Estudante do 2º ciclo do básico


3. Estudante do 3º ciclo do básico


4. Estudante do ensino secundário (como devem imaginar, o meu curriculo é enoooorme!!)


Quatro filmes que posso ver vezes sem conta:


1. Moulin Rouge


2. A vida é bela


3. América Proibida


4. O pianista


Quatro sítios onde vivi:


1. Setúbal


2. Setúbal


3. Setúbal


4. Hm... Setúbal??!


Quatro séries televisivas que não perco:


1. Will & Grace!!!


2. Chicago Hope (muitissimo bem traduzido para “Médicos sem fronteiras”)


3. Anatomia de Grey


4. Os Simpsons


Quatro sítios onde estive de férias:


1. República Dominicana


2. Dinamarca (sinceramente não sei quantas vezes lá fui, mas deve rondar as 4/5 vezes)


3. Algarve (uhhhhhh)


4. E em Abril vou à Holanda!!


Quatro dos meus pratos preferidos:


1. Filetes de linguado do “Frango Vaidoso” (passo a publicidade)


2. Picanha (mas só se for bem feita!!)


3. Um tipo de bifes que só o meu pai sabe fazer


4. Pizza!! De preferência da Pizza Hut, porcausa dos pães de alho eheh)


Quatro Websites que visito diariamente:


1. Correio da Manhã


2. O meu mail (não é um site, eu sei...)


3. Sapo


4. O meu blog =) (também não é... eheh)


Quatro sítios onde gostaria de estar agora:


1. Inglaterra


2. Em qualquer sítio fora de Setubal


3. Espanha


4. Republica Dominicana!!


Quatro bloggers que desafio a fazer este questionário:


1. Eu desafio quem quiser... todos os que lerem isto, sintam-se intimados a respondê-lo!!


Bom... até à próxima!!

publicado por Nana às 17:41

05
Fev 06

E se eu tivesse dinheiro suficiente para dar um lar a todos os sem-abrigo do mundo?

E se, de repente, desaparecesse a inveja?

E se o Homem deixasse de ser cruel para com os outros seres vivos?

E se as injustiças deixassem de acontecer?

E se não existisse um buraco na camada do ozono?

E se deixasse de haver violência doméstica?

E se a mentira deixasse de ter o seu lugar no dia-a-dia, dando o seu lugar à honestidade?

E se todos começassem a dar mais importância ao seu emprego, dando o seu melhor pelo mesmo?

E se cada religião começasse a respeitar as outras, independentemente das diferenças existentes entre elas?

E se, em vez de construirem estádios de futebol, aproveitassem esse dinheiro para as instituições de caridade, escolas e hospitais?

E se as pessoas do nosso governo começassem realmente a governar (digo, como deve ser)?

E se as pessoas começassem a importar-se mais com o aspecto interior, e menos com o aspecto exterior?

E se, ao ligar a televisão na Sic Notícias, víssemos crianças felizes por lhes terem oferecido brinquedos e oportunidades, em vez de muçulmanos revoltados?

E se, e se, e se... E se todos estes "E se" se realizassem? E se eu vos dissesse que todos "E se" podem realizar-se? E se vos dissesse que a realização de todos estes "E se" está nas nossas mãos? Faria alguma diferença? Ou fazer a diferença é algo a adicionar à minha lista de "E se"?...

 

(Aproveito para deixar os meus parabéns ao Cristiano Ronaldo, que hoje faz 21 aninhos! Sim sim, já sei, é de pita... Mas não resisto! Eheheh)

publicado por Nana às 20:26

01
Fev 06

Olá a todos! Em primeiro lugar peço desculpa por não actualizar isto mais cedo mas, ao que parece, o pessoal da TvCabo decidiu fazer-me a vida negra... Chegámos a um ponto em que sei de cor o número do apoio a clientes e o meu número de cliente, para além de já tratar pelo nome uns 2 ou 3 assistentes... Mas enfim, isto já são contas de outro rosário.


Hoje quero falar-vos de... revolta. Sim, revolta! Revolta relativamente a injustiças. Quem nunca sentiu vontade de se levantar e revoltar-se contra algo, deixando-se no entanto ficar sentado, porque a boa educação ou o posto da pessoa em questão são demasiado elevados? Quem nunca sentiu o coração bater mais forte, acompanhado por uma valentíssima vontade de chorar, ao ver todo o seu trabalho ser desvalorizado de um modo indecente?


Eu, pessoalmente, já senti isto algumas vezes, mas o que senti na passada segunda-feira conseguiu ultrapassar tudo. Porque há certas coisas que nos dizem e que simplesmente não estão certas. Se a ocasião fosse outra, eu teria respondido à letra. Acreditem que sim, porque eu raramente sou pessoa de ficar calada, quando tenho algo a dizer.


Agora, o que me chateia, é não poder responder devido ao “poder” que essa pessoa poderá ter sobre o meu futuro. Vi o meu trabalho ser desvalorizado de tal maneira, que só me apeteceu gritar, pegar em mim e sair daquela sala. Mas não pude fazê-lo. Porque, ao que parece, o que nos resta é ficar sentados e aceitar tudo calados. Aceitar que não dêem o devido valor ao nosso trabalho. Aceitar que sobrevalorizem o trabalho de outras pessoas (atenção, não digo que o trabalho dessas pessoas não seja bom, simplesmente sei que, se não fosse tão bom, continuaria a ser considerado excelente!).


Já me acusaram de ter inveja dos “sobrevalorizados”. Não tenho, antes pelo contrário, fico feliz por lhes darem o devido valor. O que me chateia é que não dêem valor ao MEU trabalho! Chateia-me a falta de ética e a falta de escrúpulos. Chateia-me que as pessoas não desempenhem como deve ser, funções que são cruciais para outras pessoas. Chateia-me que hajam “preferidos”, independentemente da minha pessoa fazer parte desse grupo ou não.


Se não sabem ser professores, escolham outra profissão. Agora, aumentar as notas porque alguém lhes dá uma flor, ou virar a cara a um aluno que os está a chamar há meia-hora, possivelmente porque esse aluno não entra em joguinhos estúpidos...


Tenham paciência, mas fico chateada!

publicado por Nana às 15:16

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