Era uma vez uma menina de 16 anos, que resolveu criar um blog para desabafar... E que agora, aos 21, continua a escrever. De teen a adulta; de Portugal à Holanda - A saga!

27
Jun 08

Cheguei a Portugal no Sábado passado.

Quando apanhei o avião, havia dentro de mim um misto de sentimentos... Apetecia-me vir e, ao mesmo tempo, apetecia-me ficar.

Agora que já cá estou, até tenho a sensação de que, o que me estava a fazer querer ficar era mesmo o meu “dedinho que adivinha”, a agoirar o que se ia passar com o meu estágio!

Ora então vim eu do outro lado do mundo (eu sei, não é o outro lado do mundo, mas a coisa parece sempre muito mais séria quando se utiliza esta expressão, e isto É sério, e merece!) a pensar que estava tudo arranjadinho, sim senhor, e que começava logo na Segunda-feira a contactar com pacientes e fisioterapeutas.

 

Cheguei à clínica e, depois de ter esperado quase 40 minutos, fui falar com quem está a organizar o meu estágio. Depois dos “Muito prazer” e dos “Pois, nunca nos tínhamos visto, só falado pelo telefone”, perguntei-lhe pelo estágio.

 

Ao que parece, faltavam mais umas informações, que eu pedi ao meu “mentor” em Amsterdão para enviar (até cheguei a pedir duas vezes, não fosse ele esquecer-se) e, sem essas informações, não há estágio para ninguém.

 

Para ser sincera e, apesar de isso me ter chateado q.b., senti que era algo que se podia resolver. Se ele não enviou, eu telefono-lhe e ele envia. “No problemo!”.

Agora, o que me chateoua sério, foi o facto de, mesmo se tivesse toda a papelada, o senhor ainda, e passo a citar, “não tenho a certeza, ainda tenho que falar com o Vice-Provedor aqui da organização”...

Então quer dizer, depois de tempos de contacto com a clínica, depois de vir para Portugal, depois de que ter a certeza que ia fazer lá o meu estágio.... É que se lembram de me dizer que ainda não têm a certeza?!

 

Olha, que caraças... O que vale é que o senhor até é simpático... Se não o fosse, acreditem quando eu digo que, muito provavelmente, já andava por aí a bater com a cabeça na parede (eu, não ele)!

 

Mas enfim, é bom estar em casa, vamos lá a ver como é que isto se resolve... 

 

publicado por Nana às 10:40
sinto-me: A desesperar...
música: Dansen aan zee - Blöf ft Cristina Branco

14
Jun 08

 

De acordo com a Wikipedia existem, no planeta Terra, 6.670.000.000 pessoas.
Cada uma dessas pessoas tem, digo eu, a sua própria personalidade. Ou seja, existirão neste mundo cerca de 6.670.000.000 personalidades diferentes. Estou certa?
Personalidades com qualidades, defeitos e feitios.
 
Ora eu, no meio das minhas qualidades (pouquinhas) e dos meus defeitos (uns quantos), tenho uma característica que considero ser bastante comum: sou insegura.
Não sempre, atenção. Não sou (ou, pelo menos, não costumo ser, mas por vezes lá tem que ser) do género de olhar sempre para o lado, para ver se está alguém a julgar o que faço ou deixo de fazer.
 
Geralmente, sou insegura quando sei que estou a ser avaliada por alguém que respeito. Tão simples quanto isso.
Mas não é esta característica algo comum? É a minha opinião, e vale o que vale. E, pelos vistos, vale muito, muito pouco.
 
Porque, nos exames prácticos, levo sempre com um “Tu até sabes as coisas, só que pareces um pouco insegura... Por isso é que te desço a nota, está bem?”
 
NÃO, não está bem, porra!
Estou honestamente farta dessa conversa. Se sei as coisas e, ainda por cima, as fiz bem feitas,  porque é que não hei-de ter uma nota como deve ser, só porque “pareço insegura”?
Se “pareço insegura”, é porque SOU insegura, por natureza. Foi algo que adquiri com alguém que não merecia, admito. E não me parece que seja algo que vá mudar num curto prazo de tempo. O que me parece é que já ouvi esta história vezes de mais este ano.
 
Quando eu for fisioterapeuta há um tempinho, logo deixo de ser insegura. Mas por agora, NÃO me baixem a nota. Não por algo que não posso mudar com a facilidade com que ponho base na cara para disfarçar a pele corada.
 
PS: Sabiam que o fuso muscular é um órgão em forma de fuso composto de um feixe de fibras musculares modificadas? E que estão dispostos paralelamente às fibras musculares extrafusais (do músculo em que está inserido) e respondem ao estiramento muscular? Não sabiam, pois não? Ah pois é... :)
publicado por Nana às 17:40
sinto-me: injustiçada...
música: Minha Casinha - Xutos e Pontapés

10
Jun 08

“Há coisas das quais não gostamos de falar. Ou simplesmente achamos que não vale a pena. O que está para trás, está para trás, e para a frente é que é o caminho. Eu sou, no entanto, da opinião que não se devem deixar coisas por dizer.”

Foi assim, como acabaram de ler, que comecei por escrever este texto. Acontece que não gosto de ser hipócrita. Nem com outras pessoas nem, acima de tudo, comigo mesma. Como escrever neste blog é, para mim, uma forma de escape (que tenho, infelizmente, utilizado cada vez menos), não vou aqui afirmar que digo tudo o que tenho a dizer, e que falo sobre tudo o que me importa, sempre. Não é verdade, nem podia estar mais longe da dita.

Tenho o terrível hábito de falar muito, sobre muitas coisas. Há, muito provavelmente, pessoas que se perguntam se será possível a minha boquinha fechar-se por mais de dois minutos seguidos. Não obstante, as pessoas que me rodeiam repararão que, os assuntos sobre os quais falo, raramente são profundos ou de grande importância para mim. Falo sobre este e aquele, faço piadas, e até falo uma vez ou outra sobre o que quero estar a fazer daqui a cinco ou dez anos. Falo sobre o jogo de futebol que deu na televisão ontem, ou sobre aquele concerto a que eu gostava de ter ido mas não fui. Falo sobre o stress da universidade, ou sobre aquela comida portuguesa que me apetecia tanto mas que não encontro em Amsterdão.

Falo muito, de facto.

Mas há coisas sobre as quais não falo. Não é que me recuse a falar, não me entendam mal. Simplesmente há assuntos sobre a minha vida, presente ou passada, sobre os quais não é hábito falar. Entendo que, talvez por isso mesmo, cada vez se cravem mais dentro de mim. Talvez, se me limitasse a falar sobre eles todos os dias, passassem a ser “terreno comum” e deixassem de ser importantes. E sabe Deus como eu gostava que deixassem de o ser.

Por agora, vão continuar a ser importantes e eu vou continuar a não os mencionar nas minhas conversas. Porque, apesar de tudo, tenho a sensação que existem coisas que ficam melhor enterradas. E porque não suporto que alguém, seja quem for, olhe para mim com cara de pena.


P.S.: Força Portugal!!

P.P.S.: No outro dia vi o jogo de Portugal com alguns (poucos, mas bons!) portugueses. É irritante aperceber-me que, de vez em quando, começo a falar em inglês em vez de português... E que há palavras portuguesas normalíssimas das quais não me lembro! Levei quase um minuto até me lembrar da palavra “parabéns”... O que vale é que daqui a 10 dias certinhos estou de volta a Portugal, para três meses cheios de bom português! :) 
 

publicado por Nana às 20:59
sinto-me: orgulhosa da nossa selecção!
música: Boa sorte - Ben Harper ft. Vanessa da Mata

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