Era uma vez uma menina de 16 anos, que resolveu criar um blog para desabafar... E que agora, aos 21, continua a escrever. De teen a adulta; de Portugal à Holanda - A saga!

18
Fev 10

Boas noites, minha boa gente.

 

Venho, hoje, por este meio informar-vos que o que todos vocês desconfiavam se confirma: sim, eu estou louca. Prontinha para começar a frequentar uma instituição psiquiátrica. E passar lá um bom tempo.

 

E porquê isto agora? - perguntam vocês.

 

É muito simples. Vocês sabem -  ou pelo menos desconfiam - a tortura que têm sido, para mim,  estes últimos meses. Sem saber se passava a tese, se não passava. Porque, se não passasse, não me deixavam fazer o meu terceiro estágio o que, por sua vez, implicava ficar na Holanda durante os próximos três meses, em vez de ir para Portugal.

E o simples pensar em não ir para Portugal durante estes três meses deixava-me doente. Porque estou farta da faculdade, porque tenho saudades de falar português, porque abrir a janela e ver tudo branco lá fora já me deixa um pouco desesperada.

 

No entanto - e felizmente - as coisas correram bem e tive uma nota positiva na tese.

Grande festa, grandes celebrações, wohooo, vou para Portugal daqui a duas semanas.

 

E estou feliz, não me entendam mal. Voltar para Portugal alegra-me; ver a minha família, os meus amigos, falar a minha língua, comer comida decente... tudo isto faz com que eu sorria.

 

Então, mas porque é que dizes que estás louca? - perguntam vocês outra vez.

 

Muito simples: porque, apesar de o facto de ir para Portugal me deixar feliz, ao mesmo tempo também me deixa triste!

É TÃO irritante! Mas, ainda assim, é verdade.

 

Não sei bem explicar porquê mas, nas últimas duas ou três vezes que tenho ido para Portugal, parte de mim fica triste.

Porque, apesar de estar farta de tudo, há sempre coisas às quais já me habituei, as quais já fazem parte da minha vida. E as pessoas. Fiz amigos cá, e vou passar três meses sem eles. E, um mês depois de voltar, o curso acaba e muitas dessas pessoas vão voltar para o seu país.

 

É, portanto, o fim de uma fase da minha vida. Mais uma. E vocês sabem que eu fico sempre nostálgica quando isto acontece. Mas desta vez parece que custa ainda mais. Penso que é porque não me estou a despedir apenas de uma escola, mas de um país. Não apenas de pessoas que moram na mesma cidade que eu - e que posso ver frequentemente - mas de pessoas que moram em países diferentes.

 

E pronto, é isto. Penso eu. Parte de mim está eufórica por poder voltar a Portugal. A outra parte está um bocado deprimida, pelo mesmo motivo.

 

Diagnótico: maluquinha.

 

PS: Parabéns ao meu blog, que fez 5 anos!

publicado por Nana às 19:39
sinto-me: Feliz/ Triste
música: Gravity - Sara Bareilles

16
Fev 10

O prof passou-me a tese. Passei. Passei!!! Passeeeeeiiii!!!! AHHHHHHH!! PASSEI!!!! Passei passei passei passei passei passei passeeeeeeeeeiii!!!!

 

 

E pronto, era só para dizer que a passei.

 

*Dança da vitória*

 

O que significa que daqui a menos de um mes estou em Portugal.

 

YAYYYYYY!!!!!!

 

(depois conto so pormenores, agora estou muito ocupada a dançar e a planear uma bebedeira para celebrar o feito)

publicado por Nana às 22:13
sinto-me: Vitoriosa!
música: We are the champions - Queen

04
Fev 10

Só para não dizerem que eu só cá venho deixar coisas tristes, hoje tenho uma coisa engraçada para vos contar. Ou que, pelo menos, foi engraçada para mim. Se vocês lá tivessem estado também achavam piada, mas como não estiveram, não sei. Já se vê.

 

Ora, hoje foi dia de aprendermos a engessar pernas. Em princípio não vamos fazer isso como fisioterapeutas, mas há muito que a minha faculdade se deixou de preocupar com esse tipo de pormenores. Adiante.

 

Lá estamos nós, excitados como se fossemos putos de 10 anos numa aula de trabalho manual. O prof começa por mostrar-nos todo o material, que incluía o gesso em rolos, as tesouras estranhas, os tubos (que são usados para depois deixar uma folga no gesso, para que seja mais fácil cortá-lo), os baldes de água quente e last, but not least, um enorme balde de vaselina (para que os pêlos de que não depila as pernas/ braços fossem poupados).

 

Chega então a altura de fazermos moldes de gesso para o antebraço - antes disso fizemos para a perna e, apesar do meu não ter saido particularmente perfeito (Sim, ex-professora de EVT, tudo o que me disse é mentira, eu sei!), a coisa podia ter corrido pior.

 

O prof decide demonstrar num colega como fazer o molde para o braço.

 

O problema foi o que aconteceu antes dessa demonstração. Um dos meus colegas, que estava sentado ao meu lado, teve a feliz ideia de fazer comentários acerca do gigantesco balde de vaselina. A vaselina era vermelha, o que imediatamente levou a que fosse baptizada "Red-light Vaseline". Moramos todos há quase 3 anos em Amsterdam - não se podia esperar outra coisa. Depois, o rapaz teve a brilhante ideia de sugerir (isto, claro, sem o prof ouvir) que o balde era, de facto, utilizado para fins menos próprios pelo prof, que de certeza o tem debaixo da cama em dias normais.

 

A partir daqui, a coisa descambou. Isto porque, depois de todas aquelas insinuações, tudo o que o prof dizia, ao explicar o que estava a fazer, podia ter duplo sentido. Do género:

 

"Ok, so now you put it in water, to make it softer." ("Ok, agora põe-se em água, para que fique mole")

"Be careful not to slap your patient's face with it." ("Cuidado para não dar com isto na cara do utente")

"At first, remeber not to include the thumb." ("Na primeira fase, lembrem-se de não incluir o polegar")

"All the work has to be done while it is wet." ("Todo o trabalho tem que ser feito enquanto ainda está húmido")

 

É claro que, a determinada altura, o prof percebeu o que se estava a passar, uma vez que nós simplesmente não conseguíamos parar de rir. Então, olhou para mim e disse:

 

"And now, to make Susana's face even more red: remember to always stroke it, very gently." (E agora, para fazer com que a Susana fique ainda mais vermelha; lembrem-se sempre de massajá-lo, muito suavemente")

 

Risota total. Penso que há já um bom tempo que não me ria tanto. Soube bem e, acima de tudo, foi bom saber que o prof entendeu e não levou a mal.

 

Ai ai, isto de ter uma mente porca (ou ligeiramente menos limpa, se preferirem), que consegue dar um sentido diferente a quase tudo o que se lhe diz, tem destas coisas...

publicado por Nana às 20:59
sinto-me: ainda preocupada com a tese
música: "we just touched awkardly"

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