Era uma vez uma menina de 16 anos, que resolveu criar um blog para desabafar... E que agora, aos 21, continua a escrever. De teen a adulta; de Portugal à Holanda - A saga!

28
Jun 10

Aqui há uns dias fui beber uns copos com uns amigos e, como sempre, engrenámos numa conversa interessante, daquelas em que todos temos uma opinião, e todas as opiniões são diferentes umas das outras. Eu gosto particularmente deste tipo de conversas porque, uma vez que tenho a oportunidade de levá-las a cabo com pessoas provenientes de culturas completamente diferentes da minhas, as respostas acabam por ser sempre interessantes.

 

Neste dia o assunto era o ódio; será que é saudável senti-lo, será que é necessariamente algo de mau, se é por vezes do ódio que vem a força para mudarmos as coisas que estão erradas, etc.

 

Então, um dos intervenientes da conversa perguntou a cada um qual é uma das coisas que mais odiamos. Ou seja, pediu-nos para mencionar algo que nos faz ficar zangados, que nos irritam, que gostariamos de mudar se tal se proporcionasse.

 

Então eu, que geralmente até tenho resposta para quase tudo, e que tanto me queixo sobre tudo e mais alguma coisa, fiquei sem palavras. O que é que eu odeio? O que é que mais me irrita? Existem muitas coisas, mas naquele momento não me veio nada à cabeça - curioso, não é?

 

Entretanto vim para casa e continuei a matutar no assunto e, finalmente, cheguei a uma conclusão: Uma das coisas que mais me irrita, que eu mais desejava mudar, é o facto de as pessoas terem a tendência para criar conceitos antecipadamente e sem fundamentos sérios quando me conhecem. E, acreditem, isto acontece o tempo todo. Ou porque olham para mim e acham que sou mais nova do que o pareço, ou porque mesmo quando sabem a minha idade continuam a achar que sou demasiado nova para ser licenciada, ou porque sou Portuguesa e acham que todos os portugueses são isto ou aquilo...

Estas coisas irritam-me profundamente!

Porque, quando depois tiram o tempo para conhecer-me melhor, mudam drasticamente de opinião!

Ou, então, não tiram o tempo para conhecer-me e eu fico sempre com a fama de ser algo que não sou.

 

Eu sei o que vocês estão a pensar: "Ah, mas Susana, não temos que preocupar-nos com o que os outros pensam, bla bla". No entanto, eu não concordo. Eu sou da opinião de que vivemos em sociedade e sim, o que as outras pessoas pensam de nós tem o seu valor.

 

 

Isto tudo porque, no outro dia, tive uma reunião com o meu 'mentor' (aka director de turma) na faculdade. Foi uma última reunião, antes de recebermos os diplomas e sairmos finalmente para o mundo a sério. O que me chateou a sério foi não só o facto de eu perceber claramente pelo discurso dele que ele ainda acha que eu sou demasiado infantil para ser licenciada, mas também por ter a lata de dizer-me "Pois, Susana, eu não tinha espectativas elevadas em relação a si, por isso fiquei tão surpreso com o excelente resultado do seu exame final".

 

WTF???!!!

 

Este gajo, que é oficialmente o pior delegado de turma, que nunca está lá quando precisamos dele (apesar de ser essa a sua função), que ao todo, durante estes três anos, deve ter falado comigo umas 5 vezes, não tinha espectativas elevadas em relação a mim!!

 

Estas merdas (e desculpem o palavreado) irritam-me tanto que nem queiram saber! Não me conhecem de lado nenhum, formam ideias parvas que estão até bastante longe da realidade, despejam sobre mim este tipo de diarreia verbal e depois ainda esperam que eu seja toda sorrisos quando passam por mim nos corredores da faculdade. E, como este, há diversos profs na minha faculdade que são exactamente da mesma opinião.

 

Para esses profs, eu só tenho uma coisa a dizer:

 

Ontem, recebi a notícia de que passei a todos os meus exames. Com uma média até nada vergonhosa. Por isso, independentmente do que vocês pensam e do pouco ou nenhum apoio que me deram, eu consegui. De Quarta-feira a uma semana tenho o meu diploma no bolso e, graças a Deus, nunca mais vou ter que vos pôr a vista em cima. E espero, muito honestamente, que venha o dia em que vocês oiçam falar de mim como a grande fisioterapeuta que serei, e vos roa a consciência pela pouca fé que depositaram em mim.

 

E, para confirmar as vossas suspeitas de que sou, de facto, bastante infantil para os 21 anos que tenho, aqui vai mais um desejo para esses profs que, durante os últimos anos, me enfernizaram a vida: Espero que apanhem todos uma valente diarreia, e que não consigam sair da casa-de-banho durante uns 2 ou 3 dias porcausa disso. Queriam infantilidades? Aqui está!

 

E tenho dito!

 

 

PS: Sou uma fisioterapeuta!! :D

publicado por Nana às 12:00
sinto-me: triunfante!
música: I've got a feeling - BEP

21
Jun 10

Neste momento, a parte mais deprimente de viver na Holanda é ir ver um jogo de Portugal a um bar. Eu e outro rapaz português da minha turma éramos, literalmente, as ÚNICAS pessoas naquele bar, para além dos empregados. E isto tendo em conta que fomos a um dos mais famosos 'Sports bar' em Amsterdão. Mesmo assim, fizemos a festa como se fossemos 20 ou 30!!

 

7-0 é dose... Lá se abriu a garrafa do ketchup! :)

publicado por Nana às 21:05
sinto-me: portuguesa!
música: waka waka

09
Jun 10

Eu sou fã e seguidora da teoria 'Se eu esfregar a roupa com a mão, não é preciso passá-la a ferro'.

publicado por Nana às 23:18

03
Jun 10

Boas noites, meus queridos 'poucos-quase-nenhuns' leitores!

 

Como vai isso? E a esposa, vai bem? E os pequenos?

 

Ora hoje, e como devem adivinhar pelo bom tom do meu discurso até agora, foi o meu último dia de estágio. Do meu último estágio. A coisa correu bem (acabei com um 9, numa escala de 0 a 10...Not too shabby, uh!), e volto para a Holanda já neste Sábado. Segunda-feira recomeço as aulas (sim, sempre a um ritmo vertiginoso) e, se tudo correr bem, dia 8 de Julho recebo o diploma.

E aí, meus amigos, acabou-se a papa doce! Pronto, se formos ver bem, nem tem sido assim tão doce quanto isso, mas vocês percebem o que quero dizer. Acabou-se a 'chulice' aos pais e começa uma nova fase (para ser sincera, a mais assustadora até agora).

Começa a busca a um emprego como deve ser, a aprendizagem acerca de como preencher o IRS, o pagamento de renda, o controlar o dinheiro de forma a chegar ao fim do mês ainda com comida no frigorífico e sem ter que pedir ajuda aos pais.

O facto de começar esta nova fase num país onde se fala uma língua que ainda não domino só torna a coisa ainda mais assustadora... e, se me permitem, interessante!

 

Vou começar a ter aulas de Holandês na Volks Universiteit, em Amstelveen, em Setembro. Entretanto já me foi oferecido um part-time, numa equipa de futebol portuguesa em Amsterdão.

 

Vamos ver o que me reserva este próximo ano, confesso que estou muuuito curiosa!!

 

 

Entretanto, quero contar-vos uma coisa parva que me aconteceu no outro dia:

Ia eu no carro, a caminho da estação de comboios (o meu estágio era em Lisboa, pelo que tive que fazer este caminho todos os dias... É mais cansativo do que se imagina!), completamente envolvida nos meus pensamentos  - sim, que eu tenho o terrível hábito de perder tempo a imaginar cenários impossíveis - quando o meu telemóvel começou a tocar. Vi que era um número de Lisboa e, pensando que seria a minha coordenadora de estágio, atendi. A conversa decorreu mais ou menos da seguinte forma:

 

Eu: Sim?

Pessoa ao telefone: 'Tou, Susana? É o Steen.

E: O Sting??!! (completamente entusiasmada)

PAT: O Steen!

E: Sting???!!!! (oh-meu-deus, o STING está a ligar-me para o telemóvel!!)

PAT: NÃO!! O Steen P.! Achas que o Sting ia ligar-te?? Acorda, miúda!

E: ....

 

Pois. Foi mais ou menos isso. Ia tão absorta nos meus pensamentos que nem me ocorreu que o Sting não falará português e que, mesmo que falasse, dificilmente me ligaria... O que só prova que esta que aqui está precisa de férias urgentemente!

publicado por Nana às 02:48
sinto-me: já com vontade de férias
música: Always look on the bright side of life

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