Era uma vez uma menina de 16 anos, que resolveu criar um blog para desabafar... E que agora, aos 21, continua a escrever. De teen a adulta; de Portugal à Holanda - A saga!

03
Jul 06
É com pena que me deparo, através dos meios de comunicação, com a falta de “bom perder” das pessoas. Refiro-me, claro, aos ingleses. Tenho lido coisas realmente chocantes na Internet, incluindo insultos pessoais não à equipa, mas aos portugueses e ao país em si. É triste, especialmente vindo de um país, tanto quanto pensava, civilizado.

No entanto, é cada vez maior o orgulho que ponho na frase “Sou portuguesa”. Porque gosto de o ser. Porque, apesar dos muitos defeitos, somos um país que merece o orgulho de cada um de nós. A situação económica e política pode não ser a melhor. Mas ao falar de Portugal, não é necessário lembrar isso. É sim, necessário, lembrar a história. As conquistas. O povo que, durante o seu tempo, chegou a dominar este mundo.

Há que lembrar o povo português, o de hoje. O povo que trabalha mas que, num dia quente de Verão, não dispensa um bom dia de praia e, ao almoço, uns bons caracóis. Ou, para quem não gosta, uma cervejinha acompanhada, é claro, pelo belo do tremoço.

Há que lembrar que, apesar de todas as discórdias, conseguimos ser um povo unido. Conseguimos ser um só. Conseguimos juntar a tradição com a modernidade e fazer disso uma cultura. Uma cultura só nossa. Da qual nos orgulhamos.

Há que lembrar os abraços, beijos, saltos e risos, que são jogados ao ar e apanhados por quem quiser quando, ainda que por vezes de olhos fechados, vibramos com os jogos da nossa selecção. Olhos fechados mas, no entanto, o coração aberto. Porque é assim mesmo, o coração lusitano.

E nesta onda de patriotismo digo: podemos até perder o próximo jogo, contra a França. Claro que fico triste, mas há algo que nunca esquecerei: o orgulho de ser portuguesa. As lágrimas que teimam em querer sair sempre que oiço o hino nacional. O orgulho que me enche o peito quando estou fora e vejo a bandeira do meu país. Porque foi aqui que nasci e me criei. Foi aqui que me tornei no que sou, seja isso bom ou mau. Foi aqui que aprendi que o fado não é assim tão mau de se ouvir, foi aqui que aprendi que não há nada melhor que um bom prato de carne de porco à alentejana.

Seria cliché dizer “Sou portuguesa, e gosto”, uma vez que tal frase consta num qualquer anúncio publicitário. E talvez seja por isso mesmo que o digo, com o peito cheio de orgulho:

Sou portuguesa, e gosto!
publicado por Nana às 01:32

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