Era uma vez uma menina de 16 anos, que resolveu criar um blog para desabafar... E que agora, aos 21, continua a escrever. De teen a adulta; de Portugal à Holanda - A saga!

07
Out 08

Como vocês sabem, estou a morar fora de Portugal há um ano e pouco. É certo, vou a Portugal no Verão e no Natal mas, para quem sempre lá viveu, acabam sempre por haver coisas (e pessoas!) das quais sentimos falta. Algumas delas são óbvias, e sentiria a falta delas qualquer um que das mesmas fosse privado. Outras, um pouco menos óbvias, são coisas que, por terem feito parte da minha vida durante anos, acabam também por deixar o seu buraquinho.


A minha família. Os meus amigos. Por esta altura, o cheiro a castanhas assadas na rua. Os pastéis de nata. Os almoços no quintal, sardinha e febras à descrição. A Serra da Arrábida. Os gritos da vizinha do lado (“Ó João, levas a braguilha fechada?!” “Levo!”). A máquina de espuma que, no Natal, está na baixa para os miúdos acharem que está a nevar. As farturas da feira de Santiago. A água da praia da Figueirinha, que é do mais gelado que por aí anda. A Tróia, que era a nossa praia e agora é a praia dos “senhores ricos”. Os filetes de linguado com batata frita do "Frango vaidoso" (passo a publicidade). A praça do Bocage (tirando os pombos, por quem eu ultimamente tenho vindo a desenvolver uma antipatia muito especial). As árvores da Avenida 22 de Outubro (É a 22 de Outubro, não é? Aquela que tem as árvores com as flores liáses?). A Daika, o Ruca e o gatinho branco. 

É claro, por cá também já vou criando hábitos que, com o passar do tempo, acabam por fazer parte do meu dia-a-dia. Desses, sinto falta quando estou em Portugal.
 

As Ollie ballen. Os zwarte pieten. A rua, onde o frio entra por todos os buraquinhos da roupa, e a faculdade, onde precisamos de buraquinhos na roupa para conseguir respirar. As bicicletas (tirando os sininhos. Sonzinho irritante!). Os canais. O pôr do sol perto dos canais. Os parques lindíssimos. Pessoas que, neste último ano, se tornaram família. Temporária, mas família.

Há sempre qualquer coisa que faz falta, não importa onde estejamos... Mas suponho que esta seja apenas mais uma das lições que a vida tem para me dar. Que venha a próxima e, já agora, que doa um bocadinho menos, que o meu coração não é de ferro.
 

publicado por Nana às 16:50
sinto-me: Devia estar a estudar!
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